segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sem Ninguém



Sem Ninguém

Saí à procura do meu anjo

Que a muito se perdeu de mim.

Mas porque todas as pessoas já tinham alguém,

As ruas estavam desertas e as portas trancadas.

Eu estava na Cidade Sem Ninguém.

Quando, triste, eu já estava sem forças,

Eu vi meu anjo, ainda sorrindo.

Mas algo havia mudado esse anjo não era mais meu,

O anjo estava com alguém, alguém que não era eu.

E lentamente o anjo foi indo embora,

Deixando-me para traz.

E não tendo ao meu lado alguém

Eu fiquei sozinho na cidade, sem ninguém...







segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Realidade Insólita

Neverland_by_edera_ladygoth

Com meus olhos fechados,
E a boca levemente aberta,
Uma força estranha atravessa meu corpo,
Frenesi...
Uma sensação nunca antes experimentada,
Êxtase...
Um paraíso acessível aos mortais,
Teu corpo...
Olhos abertos, boca fechada.
Estou só, em meu quarto,
Só, sem tua cálida tez para acariciar,
Só, sem forma alguma de tornar
Meus sonhos em realidades.
Só, e parece que sozinho para sempre
Eu vou ficar...

 

Diogo Gomes de Andrade

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os Jardins no Outono

 Os Jardins no Outono

 Os Jardins no Outono x1

Os Jardins no Outono x2

Olho ao meu redor,
Esta é uma bela manhã de outono!
Não consigo ver muita coisa,
Uma espessa neblina cobre meus olhos e meu coração.
Há muito as flores não desabrocham.
Desde que ela se foi,
Não tenho tido muitas primaveras por aqui.
Nunca pensei que o aroma das rosas
Fosse tão suave, que os galhos de uma árvore
Fossem tão confortáveis e a grama tão macia.
Pena que os espinhos machucam,
Os galhos estão secos e a grama pisada.
Desde que ela se foi,
Não há cores, não há vida, não há nada...

Diogo Gomes de Andrade

Frozen_garden_by_deadengel

Como o Vento…

Como o Vento x1

Como o Vento x2

Não sou como aquelas pessoas,
Calmas, constantes, sem vontades, sem sentimento.
Sou agitado, volátil, cheio de desejos,
Sou forte, sou como o vento!
Outrora eu era brisa,
Que acarinhava as faces de namorados
Em noites de amor tão ternas.
Hoje sou tempestade,
Que afoga no oceano as esperanças
E traz incertezas eternas!
Tenho sim, saudades do que já fui e do que fazia,
Mas a vida ensinou-me
Que não era possível ter tudo aquilo que eu queria.
Então eu viajo com o vento,
Mais alto do que os pássaros que migram para o verão,
Procurando alguém, um lugar
Onde eu possa colocar os meus pés no chão...


Diogo Gomes de Andrade

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

I Need You Here (Eu Preciso de Você Aqui)


I Need You Here
I need you here closer of me.
Warming me on winter nights,
Whispering love things on my ears,
Completing my be with your feelings,
Melting me with your sweet words.

I need you here,
Giving me a reason to live at each day.
I need you here,
Loving me with all stregths,
Involving me on love caress...

I need you here being my everything!


Eu Preciso de Você Aqui
Eu preciso de você aqui mais perto de mim.
Aquecendo-me nas noites de inverno,
Sussurrando coisas de amor nos meus ouvidos,
Completando-me com seus sentimentos,
Derretendo-me com suas doces palavras.

Eu preciso de você aqui,
Dando-me uma razão para viver a cada dia.
Eu preciso de você aqui,
Amando-me com todas as forças,
Envolvendo-me em caricias de amor.

Eu preciso de você aqui sendo meu tudo!


Diogo Gomes de Andrade

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Clair de Lune

O vídeo que segue abaixo é da música ‘Clair de Lune’ do francês Claude Debussy e é para ser ouvido (e visto) enquanto você lê meu poema de mesmo nome…

Delicie-se!

Clair de Lune




















domingo, 14 de junho de 2009

Para Uma Vida Sem Remorso

Não deixe o remorso tirar seu sossego à noite,
Externe seus sentimentos e vontades;
Procure ser o melhor possível
Sem esquecer de ser você!

Diogo Gomes de Andrade

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Graditão

Dedico essas poesias e pensamentos

à minha AMIGA e mestra, a

poetisa Regina Xavier, que muito

tem ensinado-me sobre a arte de

escrever.

Sou eternamente grato a ti Regina,

por teres engendrado minha vida

poética, por teres ajudado a salvar

um tão frágil dom que corria riscos

de se perder no vácuo do esquecimento.

Muito obrigado Regina…

Nunca vou te esquecer!

A Arte da Poesia




Maravilhoso presente,
Esse dom que Deus dá de escrever...
Se quem lê chora...
E quem escreve estremece!

Diogo Gomes de Andrade

Soneto da Devoção



Oh, meu pequeno raio luzente

Por que me privas de tua beleza,

De olhar-te, ainda que rapidamente,

Se sabes que longe de ti tudo é tristeza?

Imploro-te, vem para meus braços!

Esquece a vida, esquece a morte.

Com tua luz abrirei caminhos,

Com teu amor mudarei nossa sorte!

E ainda, amor meu,

Que nunca venhas a ser minha

Como eu sou teu,

Saibas que estarei pronto a devotar,

Cada dia de minha existência,

À tua graça sem par!

Diogo Gomes de Andrade

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernado Veríssimo

domingo, 31 de maio de 2009

À Sua Espera




Depois de algum tempo,
toda beleza acaba,
as feridas já não doem mais...
Mas os sentimentos,
O AMOR,
eles nunca morrem, eles crescem, queimam,
E eu estou À Sua Espera...

Diogo Gomes de Andrade

Amante da Poesia...