segunda-feira, 3 de agosto de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

Para Uma Vida Sem Remorso

Não deixe o remorso tirar seu sossego à noite,
Externe seus sentimentos e vontades;
Procure ser o melhor possível
Sem esquecer de ser você!

Diogo Gomes de Andrade

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Graditão

Dedico essas poesias e pensamentos

à minha AMIGA e mestra, a

poetisa Regina Xavier, que muito

tem ensinado-me sobre a arte de

escrever.

Sou eternamente grato a ti Regina,

por teres engendrado minha vida

poética, por teres ajudado a salvar

um tão frágil dom que corria riscos

de se perder no vácuo do esquecimento.

Muito obrigado Regina…

Nunca vou te esquecer!

A Arte da Poesia




Maravilhoso presente,
Esse dom que Deus dá de escrever...
Se quem lê chora...
E quem escreve estremece!

Diogo Gomes de Andrade

Soneto da Devoção



Oh, meu pequeno raio luzente

Por que me privas de tua beleza,

De olhar-te, ainda que rapidamente,

Se sabes que longe de ti tudo é tristeza?

Imploro-te, vem para meus braços!

Esquece a vida, esquece a morte.

Com tua luz abrirei caminhos,

Com teu amor mudarei nossa sorte!

E ainda, amor meu,

Que nunca venhas a ser minha

Como eu sou teu,

Saibas que estarei pronto a devotar,

Cada dia de minha existência,

À tua graça sem par!

Diogo Gomes de Andrade

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernado Veríssimo

domingo, 31 de maio de 2009